quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pressentindo saudades

Pensa numa saudade misturada com pressentimento, misturada com uma energia que eu não sei explicar...

Tem acontecido sempre, e cada vez mais forte.
Que saudade. Que vontade de algo que eu não sei exatamente como pode acontecer, mas que eu sei que vai.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sobre o sentimento de triunfo e seus perigos.

Acabei de ler um post em um blog que fala sobre tdah. E nele, o moço falava sobre tomar religiosamente a ritalina.

Acho que preciso ser mais disciplinada. Parei pra pensar nós últimos dias, e fiquei vários sem tomá-la. Também parei os exercícios físicos, que estavam trazendo bem estar pra caralho. E parei também de ver duas amigas várias vezes na semana.

Estou me auto-sabotando?
Acho que não. 


Eu estava era me sentindo demais, poderosa, sem problemas e num mar de rosas.
Aí abandonei o que estava construindo - e que estava. Me fazendo muito bem.


E cá estou.
Auto-sabotagem?


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mais um milk Shake, por favor.

Na sexta - que na prática foi no sábado quase meio dia - tomei um antidepressivo só, porque não queria virar meu sono outra vez, e tinha passado a noite "em claro". E bebi um pouco além da conta. 
No sábado a noite, voltei a tomar dois comprimidos, mas dormi fácil. 
O domingo foi absolutamente estranho, e pela primeira vez em muito tempo, me senti deprimida de novo. 
Vontade de ficar no quarto, no escuro e toda aquela coisa estranha no peito.


CORTA.
~~~ pula pra noite de terça:
Acordei cedo, voltei a dormir, acordei confusa, mas despertei rápido. Percebi que estava muito ansiosa. Tomei banho, sai. Fui pra aula, e mantive algumas conversas no Whatsapp durante a aula. Em alguns momentos me pegava pensando no quanto estava ansiosa, mas fingia que nada estava acontecendo e voltava a focar.

Pula pra eu linda e diva descendo do circular, lá no metro, perdendo o ônibus (que demora pra porra), e me sentindo o mais triste dos seres humanos. Aham. A linda aqui que tava toda se sentindo no controle, se viu em prantos, no meio da rua, perdida.
Sorte que tem a Biahz, e eu mandei o whatsapp-confissão, dizendo que eu estava me sentindo deprimida. Desse segundo em diante, o choro ficou livre e... Eu fui comprar um milk shake de consolo. Sentei e resolvi esperar - sei lá o que. Enquanto eu chorava de frustração por estar sentindo essa tristeza idiota de novo, o date me chamava pra sair. Fui fofa e categórica: não! (Com direito a essa exclamação, porque the fofura is free)

Biahz maravilhosa foi maravilhosa, não quis ficar tentando entender o porquê da crise, só afirmou que vai passar, e que é assim: vivemos um dia de cada vez.


Só sei que me deu uma vontade incontornável de escrever mil posts, e aí voltei pro Twitter, porque não tenho toda essa coragem de expor meu desequilíbrio.
Preciso voltar pra academia, mas minha mãe não fala mais comigo. 

Ta fácil. Só que não. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Eu e a Rita: um breve registro.

Preciso dizer aqui, antes de qualquer coisa, que:

- Eu fiquei numa aula, das 14h até as 18h, sem morrer um pouquinho por segundo por ter que ficar sentada.
- Eu li os textos das matérias.
- Eu li mais de um texto no mesmo dia.
- Eu tô conseguindo me concentrar, gente.

ME CONCENTRAR.



pensa no amor que eu tô sentindo por esse remédio. agora multiplica.
então, é bem maior: é a luz que eu tava procurando no que eu pensava ser o fim do meu túnel.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

devaneios, MEUS

Eu resolvi me apropriar de tudo que era meu.

Todas as músicas, fotos, lugares, sentimentos. Tudo que deixei pra trás com esses dois namorados que se foram. Não sinto mais que estou invadindo uma área que deveria ser preservada. Os livros que presenteei pensando em um dia juntar com os meus numa biblioteca? Assim que puder corro na livraria e compro. Nada que mereça ficar exclusivo. São muito meus: Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Bethânia, Gal, Caetano, Elis.
Assim que der corro e compro o livro que aquele não leu: A Bossa do Lobo. Não me intimido mais em ouvir Móveis a todo volume.

"É só eu sei quanto amor eu guardei"
Mas não era SÓ pra você.

Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas do coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará
Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

aprender sempre, treinar jamais - o verdadeiro(?) "brand new start"

introdução: nos últimos sete dias, fui correr três vezes e esse foi o máximo que eu sai de casa (exceto por ter ido até a terapia e a psiquiatra, mas isso já quase não conta, porque junto toda a minha força e vou sem pensar, coisa que não consigo fazer com o resto da minha vida.
a corrida fez um bem surpreendente, e eu conheci uma amiga da minha amigona, a estela. a naty (a amigona) tem uma energia boa e é o tipo de pessoa que parece estar sempre empolgada com a vida - e isso pra mim hoje em dia é um pequeno acontecimento diário: me permitir ser contagiada por outras pessoas.

parte 1: minha mãe tava com umas ideias de pagar a academia pra mim já tem um tempo. e agora, me vendo voltar uma pessoa quase normal das corridas, ela resolveu insistir no lance da academia.

voz off: a Suzane de algum tempo (não muito tempo, mês passado tá bom) nunca, nun-ca entraria numa academia. por um motivo simples: nunca ter feito isso antes. eu odiava a sensação de fazer algo, principalmente com meu corpo, que nunca tinha feito antes. isso me travava inteira. essa história começou a mudar quando eu de um dia pro outro resolvi aprender a andar de bicicleta. 







é. eu não sabia andar de bicicleta. e eu nunca quis aprender. nunca me senti a vontade na minha própria existência a ponto de sair por aí me desequilibrando até aprender. mas aí, meu cunhado um dia zoou minha irmã até não poder mais por ela não saber andar de bike (e ela me disse que ele faz isso sempre) e oferecer a nos ensinar e eu fui pra casa, e dias depois achei que isso era a coisa que eu mais queria no mundo: fazer parte das pessoas que andam de bicicleta. sim, eu estaria lá, dentro do círculo composto por dezenas de milhares de pessoas que andam de bicicletas por aí, em viagens, videoclipes, ciclovias. e desejei ter uma bicicleta bem lindinha com uma cesta. 
cheguei na minha irmã, num outro fim de semana, e pedi pra ele me ensinar. a sensação era boa, e engraçada. a cada vez que me passava pela cabeça que eu estava aprendendo, eu me desconcentrava e quase caia, ou caia mesmo. foi indescritível ver a minha sombra sozinha, sem o eric me segurando, na bicicleta. me achei enorme. senti que cabiam milhares de coisas novas na minha existência dali em diante.

parte 2: ontem, minha mãe acordou dizendo que íamos até a academia fazer a matrícula. nossa. que sensação horrorosa. eu senti meu corpo estranho e nem um pouco disposto de sair de onde eu estava. conforme minha mãe foi chegando perto da porta, mais minha angustia crescia. não deu outra: comecei a chorar e pedi pra não irmos ontem. achei que não fosse conseguir. que nunca mais ia sair de casa e nem sentir a sensação boa de andar de bicicleta.

parte 3: hoje acordei surpreendente melhor (mentira. só fiquei assim depois de tomar o remédio da manhã.) e disse pra minha mãe que podíamos ir hoje. na verdade, desde ontem isso martelava na minha cabeça: que o melhor horário pra ir conhecer a academia seria de manhã, mas não muito cedo, porque seria um horário com poucas pessoas pra olharem pra mim. - pausa: isso é o que mais me aflige em coisas novas, as pessoas que já fazem aquilo com o pé nas costas - bom, lá fomos nós, no horário do almoço. conheci a academia, o professor... marquei a avaliação física (pro mesmo mesmo dia, pra não ter erro de que eu iria) e fiz a tal da avaliação. é lógico que meu alongamento é horrível. e o que eu já sabia há tempos foi confirmado e escrito num papel, pra ficar pra história: desde que estou com depressão (que eu considero que seja desde maio de 2013) eu engordei 10kg. cá entre nós, já cheguei a estar mais que 10kg acima do peso, mas prefiro fingir que isso nunca aconteceu.

final: o final é mais um começo... eu vou emagrecer esses 10kg. vou me sentir bem bonita. vou poder usar todas as minhas saias ultra curtas e me sentir lindamaravilhosa como eu me sentia lá nos primórdios, no começo da faculdade. e vou me acertar com o meu big black dog.




pós post: eu gostei desse apelido pra depressão - big black dog - e acho que vou adotar.
pós post 2: quem sabe eu não tiro uma foto de top e shorts pra fazer uma comparação mensal de como eu evolui? pode ser uma ideia. mas esse blog não vai virar fitness e eu não vou falar que vou treinar. nunca. hahahaha
pós post 3: isso deveria ser assunto pra outro post, mas a melhor coisa que esse remédio me trouxe, foi conseguir ler romances. terminei o "tem alguém aí", da marian keyes e tô apaixonada. 







agora acabou de verdade.

domingo, 21 de setembro de 2014

Mais um remédio - dia quatro da parte 2.

Estou há mais ou menos quatro dias tomando mais um remédio. Pra ser sincera, sinto apenas que ele veio pra "anular" o efeito zumbi do outro. 
Fiquei com dificuldades para dormir - que eu não tinha - mas ando mais acordadinha durante o dia. 
Sei lá, sei lá.

sábado, 30 de agosto de 2014

Pra minha estante: Aventuras de Alice no País das Maravilhas - com ilustrações de Yayoi Kusama

Depois de ter ido ao Instituto Tomie Ohtake ver Obsessão Infinita, fiquei bastante curiosa pra saber onde mais poderia encontrar a pop art da Yayoi Kusama.
Confesso que nem tudo que estava exposto no prédio rosa que encanta quem passa pelas redondezas na Vila Madalena, me encantou. Posso dizer também que me faltaram drogas pra entender. rs
Mas agora tudo que tem o nome dela me deixa curiosa. E é sobre isso que escrevo hoje: a vontade de comprar Aventuras de Alice no País das Maravilhas ilustrado por ela. A escolha não poderia ser mais adequada, Alice, a psicodélica, e Yayoi.
O livro está sendo chamado de um dos maiores lançamentos editoriais do ano, e eu, como entusiasta de ilustrações que trazem um contato intenso com o livro físico, estou louca pra ver.

Lewis Carroll, a vanguarda da literatura no século 19 + Yayoi Kusama, pioneira da pop art do século 20 = um grande livro do século 21 :)


Eu quero!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sem o efeito do remédio, nem revisão - minhas idéias confusas sobre hoje e sempre.

E agora ja nem lembro mais qual ex namorado elogiava minha cintura toda vez que eu emagrecia. Talvez virem todos uma coisa so, parte de um passado que me fez chegar ate aqui, mas que não tem mais cara.
Na verdade eu nao lembro mais de mim também. Tenho tido pensamentos soltos sobre quem eu era, e nao me recordo. Como se tivesse passado por um trauma, meu passado recente, amigavelmente fugiu de mim. 
Voltei - confesso - a viver numa realidade paralela sempre que posso. As vezes tenho família, filhos, um apartamento em Copacabana e uma exposição num lugar importante de nova Iorque. Outras tantas fugi e fui morar na praia, tenho uma profissão e sempre recebo muitos amigos, falo com muitas pessoas e sou muito admirada. 
E ai esta o x da questão. Quando vou conseguir estar no centro de varias pessoas de novo? Isso me causa náusea, tenho preguiça, e ela vem de dentro. Nao sei mais tentar interagir com as pessoas pra conta algo de mim. Nao se tem duas pessoas ou mais. Exceto umas raras piadas sobre a doença, eu pouco tenho me colocado. 
Aquela velha necessidade de se mostrar (e nao mostrar porra nenhuma) se foi, nao sei pra onde. 
Tenho tolerado e gostado de pessoas mais contidas. Falado mais do que realmente sinto. E tem sido uma aventura, apesar de estar silenciosa - essa é uma perspectiva dos outros, nao a minha. 
Nao sei mais como agir. Nao sei mais o que essa Suzane gosta. Tenho sentido muita vontade de comer comida japonesa, por exemplo, coisa que sentia no máximo uma vez ao ano. Também sinto muita saudade das minhas amigas (que são bem poucas agora, e eu gosto disso). Sinto que preciso entrar em contato comigo. E sei que elas podem me ajudar a lembrar como ser eu.
Alguns dias me sinto tao doente, que nao sei me separar da depressão. Nao sei entender meus pensamentos, nao consigo nao ser negativa. 
... Pelo menos os remédios tem me ajudado a nao fazer merda. E a ter discernimento, também. Sei o que é melhor pra mim - agora sempre antes de me machucar. Nao sinto saudade da velha Suzi, e as vezes sinto vergonha dela, que permitia que tantas pessoas a invadissem, sem ao menos perceber que estava sendo machucada. 
Estou metódica, e sinto que preciso desse excesso de rotina pra nao perder o fio da miada nisso de "ser alguém"... Como é difícil essa consciência que esse remedio me trouxe. Confesso que por algumas vezes me senti aliviada por ter me adaptado ao remedio, e confesso também que tenho adiado a consulta por estar confortável no meu estado "nuvens". 
Nao deveria estar escrevendo isso aqui, nao deveria confessar nem a mim mesma que nao sei o que fazer com o tempo que ganhei desde que estou medicada, com essa atenção toda. Isso me entristece. Sinto que nao sei ser, e me parece que todas as pessoas sabem como ser. 
Como pude me dar mal nessa tarefa que parece tão fácil pra todos?

Acho que minha "vida" - essa coisa estranha que ora eu olho com atenção, ora nao estou nem aí - se parece demais com as musicas dos Mutantes: com letras estranhas e ritmos as vezes rápidos e as vezes lentos. Com letras malucas. 


"Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas da sala jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer!"


Enviada do meu iPhone

domingo, 17 de agosto de 2014

Mais um dia.

E eu continuo a precisar de muitas respostas. O que será de mim, afinal? 
Quantos dias mais essa sensação de nada vai me acompanhar por onde eu for?
Quantos outros fins de semana eu vou ficar assim, meio fora do ar? 

Tenho aproveitado como posso. Me sentindo infantil, sem planos. Sem muita vontade de ter compromissos, mas sentindo uma imensa saudade de tudo que nunca tive - uma família só minha, alguém pra amar desde o abrir dos olhos até o carinho pré-sono. Carrego a sensação de que há alguém por aí que me pertence. E essa saudade dói, aperta. 

Não sei mais o que fazer. Não tenho mais vontade de me aventurar por aí, pelanoite. Tudo parece frio e me amedronta. Não encontro disposição... Sei lá o que será de mim nos próximos dias. Tenho pensado em desistir. Não sei o que fazer com essa vontade.

Preciso de muitas respostas.

domingo, 3 de agosto de 2014

Igual-desigual - dia vinte

Eu desconfiava:
(...)
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
(...)

Drummond.



Uma verdade pra esse domingo: todos os rompimentos são iguais, igualíssimos. E eu me cansei.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Dia dezoito.

Não passou.

E eu não acho mais normal viver assim, chorando e angustiada. 
Que merda! Que merda.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Dia 17: ansiedade.

Desde que estou me aventurando pelo mundo depressivo-medicado, ainda não tinha passado um dia inteiro ansiosa. Ainda não tinha acordado como se não tivesse tomado remédio algum. E a experiência definitivamente não foi boa.
Acordei acelerada, pensando em coisas ruins e procurando problemas. Também não tive vontade de fazer nada, nem tomar banho, mesmo com o cabelo sujinho - fato que não me deixa 5 minutos acordada sem correr pro chuveiro.

Apesar de alguma consciência, pensei muita, muita coisa ruim. Escrever mensagens pro ex, revivi momentos ruins e me senti angustiada pra caralho. Tive surtos de lucidez, e resolvi tomar banho, sair. Mas com a reforma que tava rolando no banheiro, não hesitei em voltar pra cama, pra internet. 
Depois de bastante tempo acordada, tomei banho, tentei me acalmar, mas não consegui concentração pra fazer nenhum exercício que aprendi com a terapeuta. Acabei tendo uma ideia: visitar uma amiga querida (que me entende no quesito afobação). Fui o mais rápido que pude, e no caminho joguei incontáveis vezes Candy Crush, mas só pelo movimento dos dedos, porque eu não estava prestando atenção de forma alguma na estratégia. 
Chegando lá, logo contei do meu dia... E ela me ofereceu o pó-mix de coisas naturais contra a ansiedade que ela toma. Lógico que aceitei! :o) não sei se por estar com alguém que me sinto muito bem, me distrair, me divertir, ou se pelo pó-mágico, mas fiquei bem melhor. Depois fomos tomar um açaí bomba, e eu estava tranquilinha da silva, foi realmente muito bom. Consegui desfrutar o açaí e a companhia da minha amiga amada. 


Ufa.

Que demore muito mais pra isso acontecer de novo, vi que não estou nada preparada. 
E agora começo a entender porque minha psiquiatra ainda pretende aumentar minha dose...


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Dia três.

Sem o remédio, triste.
Com o remédio, respiração curta, dormência nas extremidades do corpo, muit sono, tontura. Leseira. Confusão mental.

Dia dois.

Confusão mental, boca seca. Sensação de estar flutuando.


Pelo menos sonhei com o Tom Jobim. ❤️

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dia um: remédios pra estabilizar o humor.

Boca seca, dificuldade ao acordar. Cabeça confusa, sonolência. Dificuldade em elaborar um frase pra falar. Boca muito seca, corpo com vontade de dormir mais, permanecer mais tempo na inércia.  

sexta-feira, 7 de março de 2014

Quando algo vai como uma luva...


Meu coração bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender
Meu coração bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender

Quem sente agora está ausente
Quem chora agora está por fora
Quem ama agora está na cama doente
Só corre nunca chega na frente
Se chega é pra dizer vou embora
Sorriso não me deixa contente

E todas as pessoas que falam pra me consolar
Parecem um bocado de bocas se abrindo e fechando
Sem ninguém pra dublar
Eu já disse adeus antes mesmo de alguém me chamar
Não sirvo pra quem dá conselho
Quebrei o espelho, torci o joelho, não vou mais jogar

Meu coração bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender
Meu coração bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender

Quem sente agora está ausente
Quem chora agora está por fora
Quem ama agora está na cama doente
Só corre nunca chega na frente
Se chega é pra dizer vou embora
Sorriso não me deixa contente

E todas as pessoas que falam pra me consolar
Parecem um bocado de bocas se abrindo e fechando
Sem ninguém pra dublar
Eu já disse adeus antes mesmo de alguém me chamar
Não sirvo pra quem dá conselho
Quebrei o espelho, torci o joelho, não vou mais jogar

Meu coração bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender
Meu coração bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender




Composição: Arnaldo Antunes

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

brand new start

15 novos sorrisos,
muitas descobertas
novos abraços
novas brigas
novos problemas
e inovadoras soluções

lá vamos nós, primeiro ano ♥

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Você não nos ama mais?

E foi com essa pergunta que todo choro entalado se libertou da garganta.

"É claro que amo, e por esse amor, eu vou embora. Quando a gente é adulto alguns problemas nos impedem de estar ao lado das pessoas que amamos, são um rolo compressor que não nos dá outra opção."

Como explicar para as crianças que eu não voltaria nunca mais?





Saudade, saudade gigante. 
E a dica é: aproveitar sempre as pessoas queridas, amadas. Nunca se sabe quão perto esta a hora de ir embora.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Agora, com vinte e dois.

Esse post é inspirado neste texto, que foi escrito no dia vinte de janeiro, há dois anos atrás.



De lá até aqui, eu já:

viajei sozinha inha; subi na torre eiffel; fiquei muito bêbada, do outro lado do oceano; fiz uma amiga chinesa; tive um trabalho com carteira assinada; andei de skate; me emocionei num protesto; briguei no trabalho; me fantasiei de batman; me fantasiei de pedrita (e tinha um homem das cavernas pra chamar de meu); entrei num castelo de verdade; vi o cpm 22 tocar ao vivo e cantei como se não tivessem passado tantos verões "não sei viver sem ter vocêeeee iêee"; vomitei no metrô;  ganhei um bolo de coelhos; ganhei flores algumas vezes; pintei o cabelo pela primeira vez (só as pontinhas, sei. Grande passo pra mim e nada pra humanidade, sorry.); denunciei; sai da casa dos meus pais; vi uma das minhas melhores amigas casar; ( e estava no altar); vi uma amiga importante partir (da minha vida); entendi que tenho um anjo da guarda de carne, osso e óculos; conheci o espiritismo; mudei de emprego várias vezes; fui ao museu da língua portuguesa três vezes e na exposição do cazuza não tive coragem de cantar no karaokê; dividi minha maior angústia com pessoas queridas; vi o caetano veloso cantar, o criolo, a tulipa, o mr catra, o bonde do tigrão. tomei sorvetes deliciosos, me bronzeei. tomei bebida que pisca, uns 30 tipos diferentes de cerveja, tirei dez.

Debutando: a geladeira vermelha e o contact.

Agora sou uma nova pessoa, interessada por transformações na casa:



Eis a geladeira com contact. Era uma geladeira branca, com ferrugem, sem graça e no fim da vida.
Agora é uma geladeira vermelha, cheia de vida e personalidade pra encarar mais uns aninhos.
Beijo pra minha tia que confiou. E pros blogs que li, e deram a dica da técnica do sabão pra aplicar contact na geladeira.
Dica: cortar o contact antes, facilita. Depois, fazer uma misturinha de água e detergente, com bastante detergente e aplicar na parte onde vai colocar a folha de contact com esponja de lavar louça,usando o lado macio. Tá bem molhado? Bem melecado? Hora perfeita pra colocar o contact. Dá uma alegria de viver quando você colocar o primeiro e percebe que pode mudar de lugar, arrastar e tudo mais! #magidosabão
Quando a folha estiver posicionada no lugar desejado, entra em cena o rodinho de pia. Outra maravilha do mundo Faça você mesmo! É só passar o rodo, pra tirar a água e o sabão de baixo do contact. Tchãram: nessa hora as bolhas também vão embora! E é assim que eu tirei as bolhas até o fim!

Importante: o contact demora uns 30 min. pra secar. Enquanto isso, é bom estar de olho, ás vezes dá uma escorregadinha de leve!