sábado, 19 de novembro de 2011

Passa e fica.


Eu a vejo atravessar o bar
Com a tristeza a lhe guiar
Desce a bebida mais forte
Que o dinheiro dá pra comprar
Como seguirá em frente,
Presa a essa dor?
Mais um gole pra garganta
Pra esquecer o que passou
Passou, como tudo passa
E algo em tudo o que passa fica
Passou porque tudo passa
Porque tudo se pacifica!
Vejo lágrimas no olhar
Vejo gente a rodear
Coisa que ninguém explica
Que o mistério faz calar
Tá chovendo dentro dela
Quase que um temporal
Remoendo mil mazelas
De um romance sem igual
Como vai fazer agora
Sem o seu amor?
Vai ter que ter o tempo
Pra lidar com o que passou
Passou, como tudo passa
E algo em tudo o que passa fica
Passou porque tudo passa
Porque tudo se pacifica!
Fica a história pra contar
Fica a lembrança que habita
Onde não se consegue tocar
Onde nada mais se modifica

(Música da banda Scracho)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um pouco menos distante.


Existe uma diferença entre recomeçar a vida e continuar a viver. Eu acho que escolhi continuar a viver... É lógico que o coração caleja, que eu por tantas vezes prefiro fechar o olho e esquecer, dançar, cantar, rir. Mas não nego o que ainda sinto, o que eu talvez sinta pra sempre. Não sei como é, essa é minha primeira vez assim, assim ruim, e assim bom, assim amor. 
Sei que independente do que acontecer, não vou ser do tipo que diz "foda-se, já que deu errado agora eu vou avacalhar", apesar de já ter perdido o controle e a noção uma vez, e falado demais, não é isso que eu vou levar pro resto da vida. Não é isso que me ficou em mim depois daquele dia. 
Eu sei que quero ser melhor, porque por não saber o que eu sei agora, e mais um monte de coisa que ainda tenho que aprender, que estou aqui, entre risos e lágrimas. Então, o caminho escolhido é outro, é o do aprendizado, da assimilação... Dia após dia, de pouquinho em pouquinho as coisas vão clareando... E lá vem a tão sonhada maturidade, num horizonte agora um pouco menos distante.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Eu tenho cada vez mais menos respostas, mas também tenho cada vez mais menos perguntas. Disso eu não duvido mais: tenho cada vez menos certezas. Quanto mais o tempo passa, eu fico menos à vontade para alimentar dores e com muito mais preguiça de sofrer. Quanto mais o tempo passa, menos faço por onde adiantar a morte, mais tento fazer por onde aproximar a vida. 
Coisas que já me importaram à beça já não me importam nem um pouco, enquanto aquilo que essencialmente sempre teve importância me importa, agora, com mais nitidez. Como deve acontecer com outros tantos aprendizes da coragem, às vezes, cansadíssima das lições e do método pedagógico, eu recordo que a covardia, pelo menos na aparência, é bem mais fácil, bem menos trabalhosa, e, claro, bem mais egoísta, eu já estive lá com muito mais frequência. Mas aí, justo neste ponto, costuma acontecer algo bem bonito: também recordo de cada flor que veio à tona só porque tive coragem de cuidar da semente. Só porque não me acovardei, mesmo que tantas vezes com todo medo do mundo.

(Ana Jácomo)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

the sun goes down

Hoje eu descobri uma coisa importante. Que eu já sabia, mas pensar nisso foi muito válido, alguns cliques importantes aconteceram:
Eu não sou perfeita, e isso eu já sabia (dã). Logo preciso encarar meus defeitos, toda hora, todo dia. Ser largada pra mim, não funciona. Descobri quebrando a cara, mas tá aí. Vai ter que ser na base da cobrança eterna, minuto pós minuto.


As pessoas não escolhem a dedo a hora de ir embora.



It's my responsibility,
And You don't owe nothing to me

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

...

Assisto em silêncio



















Não desespera, é assim. O medo não é mais como antes, o coração se acalmou. Será que passa?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Trem das onze

Aí que eu não sirvo pra ir contra as coisas que eu acredito.



Existe um limite entre tirar coisas legais de experiências ruins, e sair por aí aguentando baboseira e passar o dia estressada. Não sirvo pra isso, nãaaaaaao sirvo. Gosto de pessoas. PESSOAS HUMANAS.




O que resumiu meu dia: "Não posso ficar nem mais um minuto com você... Sinto muito amor, mas não pode ser..."

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Caso eu perca a memória parte 1 de infinitas

Um mini registro sobre o que anda rolando caso eu resolva usar esse fotolog blog pra lembrar de mim quando perder a memória: LC, show do Criolo MTO FODA, a Whinehouse morreu (é, me deu uma bad tardia), a faculdade (que dessa vez eu me comprometi a ver com mais seriedade), os abraços de volta as aulas animados... (que eu espero que estejam, hihi) e o Lu, e essa fase tão gostosa de ficar feliz só por sentir um cheiro. Felicidade gostosa que me deixa de pé... Dancinhas, conversas cabeça sobre políticas públicas casal nerd, e muitas sonecas gostosas com abraços cheiros e olhares.



Enferrujei com essa coisa de registro, mas não quero. Essa fase tá tão boa, tão rica, ando amadurecendo e crescendo tanto, que não quero deixar de registrar alguns pensamentos.
E aqui fica o desafio: voltar a registrar meus pensamentos, sonhos, planos, minhas pequenas alegrias que proporcionam essa felicidade tão grande... Portanto, voltarei logo, loguinho! =)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Outro tchau.

Lá vou, mais uma vez, me despedir.
Dessa vez, mais que me despedir das pessoas, vou me despedir de um lugar. Cores, fantasias, risos, gargalhadas, giz de cera, canetão, tinta guache, tinha aquarela, costura, correr, bicicleta, água, quintal, Banco Imobiliário, jogo da Vida. Centenas de jogos, casa de bonecas, mercadinho, feirinha, castelo, super Legos.
Não foi muito tempo. Não vai doer tanto assim, porque eu volto.











Mas me despedir de um lugar tão vivo quanto uma brinquedoteca, num dia sem crianças, é triste, triste sim.
Vou me despedindo da rotina das mini-cadeiras que me davam dor nas costas, vendo caixas e mais caixas...
That's it.

domingo, 3 de julho de 2011

"Ali onde eu chorei qualquer um chorava"

Tem horas que fica inevitável ir embora... Horas, que não importa o quão feliz você é, o quanto aprende, o quanto os abraços que ganha todo dia de manhã melhoram seu humor. Tem um dia que você precisa sair da inércia, e partir por novos caminhos.
Parece clichê, e é. A diferença é, que eu não vou abandonar um namorado, marido, cidade, ou só um emprego. Estou abandonando 14 sorrisos, que me aguardam todos os dias, ansiosos pela manhã.
São 14 que me abraçam, me divertem, me fazem desenhos, me beijam, gargalham de mim e comigo, me consolam, me contam das suas vidas, e principalmente, contam comigo e confiam em mim.
Não foi fácil dizer tchau. E mais difícil ainda, foi não dizer, que talvez não nos encontremos mais, pelo menos naquela situação. Segurei o choro, mas não a emoção: abracei, beijei, amassei, joguei pra cima, baguncei cabelo. E aí vieram os olhos marejados.
Doeu vê-los agarrados na minha perna, me abraçando pela segunda vez fingindo que era a primeira, doeu ver os mais "independentes" com medo da saudade das nossas "férias", e doeu ver a insegurança dos que confiam na minha companhia pra ler, ter ideias pra escrever, desenhar, cantar, dançar e pular. Doeu pensar que não vou mais chegar nos dias mais frios e ser coberta de abraços, beijos e desenhos apaixonados. Doeu pensar que esses abraços e sorrisos agora serão ser de outra pessoa.
Se eu pudesse dizer algo além de "treinem muito os desenhos nas férias", seria que eles não parassem nunca, pois a sensação de estar em movimento compensa alguns machucados que adquirimos durante a caminhada.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

"all this time they had me thinking...
love's a boat that's long been sinking
but you made the claim
that taking a chance is embracing the change
I count my blessings knowing you will take me home"



Pra começar, Little Joy.