segunda-feira, 12 de outubro de 2015
sobre ter um irmão
coisas grandiosas na sua pequenez: meu irmão me chamou pra ir à casa dele, pra me emprestar uma camisa de futebol.
o convite pra estar lá, onde ele mora, embora seja algo simples é também grandioso. um sinal de que ele também me quer de alguma forma por perto.
sai pela rua com a camisa com o seu nome. quão grande pode ser algo tão pequeno?
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
post adolescente desnecessário
Esse feriado foi o de perceber "pessoas que não compensam".
Aquele amigo que você gosta, mas que não vale o esforço, porque perto de outras pessoas vira outro.
domingo, 23 de agosto de 2015
despedida - de Su pra Su
Não existe pensar nela sem lembrar de pinturas de Monet. E charmosas senhoras belamente vestidas e apaixonadas por flores. Uma doçura difícil de entender. Principalmente no meu lugar: a menina de 18 anos apaixonada pelo primeiro namorado.
Que amor era aquele? Que se estende a quem for? Que sufoca qualquer um?
Como compreender tanta dedicação vindo de um lugar tão diferente?
Não é hora de santificar ninguém, tivemos muitos momentos chatos.
Mas foi você quem me mostrou o significado do perdão verdadeiro. Do carinho por alguém que nem sempre te fez sentir bem, mas que sempre te quis bem.
Como esquecer a mulher doce e sorridente dos achadinhos das lojas sujinhas da zepa? Como esquecer a sogra que trocou meu nome de propósito? Como lembrar sem chorar da mulher que me disse palavras tão doces em momentos tão difíceis?
Como não pensar que toda aquela vontade de viver e de sentir cada pequeno detalhe não vai conhecer os netos? Não vai estar junto do seu Caco até a velhice, não vai poder mais cozinhar pros filhos. Não vai mais poder visitar a mãe, o pai, a irmã?
Que tristeza eu senti esse fim de semana, Sussuka.
Que vontade de te abraçar, aquele abraço que era pra ser e não foi.
Fique bem, conte comigo.
Eternidade a dentro,
Su.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
perguntas
Quantas paixões platônicas cabem no meu 2015?
Fico pensando se devo citar nomes, ou se corro o risco de um dia cometer a insanidade de tornar isso público.
Quanto tempo falta pra eu ter meu irmão por perto?
Também tenho medo que alguém leia isso em 2035 e siga sem saber que eu tenho um irmão.
Quantas viagens farei até dezembro de 2016?
Todas as que puder e mais umas 4, por favor.
Caixinha de lembranças (que não são minhas)
Morri.
Deixei três filhos e o cargo de primeira dama da cidade do Rio de Janeiro.
Professora universitária na capital francesa, eu viajava num dos trens mais seguros do mundo. Rápido, fatal. Deixei João Vicente, Tom e Maria Tereza. Cadu, também. Desolado e sem rumo, hoje ele busca minha essência por onde passa.
A preocupação de mostrar aos filhos quem fui ocupa seu tempo.
Mal sabe ele das cartas que deixei.
outro dia
Outro dia achei que por erro ou bobagem
Tinha esquecido a chave desse diário por aí
Alguém descobriu meu segredo
Alívio e dor
Ansiedade e sobriedade
Nenhum discurso
A pele sendo preparada pro desastre
Praça pública.
E nada aconteceu.
(Sobre prints e esquecimentos)
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
amanhã
por hoje eu não quero morrer.
por hoje vivo de paixão platônica provavelmente não correspondida.
por hoje quero uma virada de ano viajando sozinha.
por hoje tô ouvindo Caetano.
por hoje pensei em escrever um livro com todas as minhas personagens.
por hoje é só.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Perguntas.
Gostaria de lembrar o exato momento em que absolutamente tudo deixou de ter graça. O segundo onde eu passei a ver a tristeza, além de apenas senti-la. Talvez hoje eu tenha passado a ouvi-la também.
As vezes me pergunto se isso um dia acaba.
domingo, 21 de junho de 2015
cachorros na usp tomam veneno de rato?
Eu estou estou pesquisando venenos de ratos. Encontro, então, pelo menos outras dez opções de coisas que podem acabar com uma vida humana. A minha vida humana.
Pesquiso, também, pessoas famosas que se suicidaram. Quantas. Existem poucas informações sobre como elas conseguirem isso, e isso me incomoda.
Estou pensando sobre as pessoas ao me redor. Há quantos dias eu não me sinto parte de nada? Há quantos dias eu penso em morte? Pensar no que as pessoas irão pensar me cansa. Eu já me cansei há bastante tempo, e me entedio só com a ideia de quantas delas se sentirão culpadas. Não será por elas. Qual a dificuldade dessas pessoas em ser menos egoístas? Eu cansei, e isso quem resolve sou eu.
Chamei a Biahz. Eu sei que ela já se sentiu assim e sei também que ela já tentou se matar. Biahz me entende. E também me tranquiliza. Ela não me condena e nem me olha torto ou acha que eu faço corpo mole. Ela também não finge que acredita que eu consigo, ela sabe que agora eu não consigo.
"Dá seu tempo, respira
não tem problema virar cachorro na usp"
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Infortúnios
Tenho me segurado: minha vontade é sair porta a fora trocando tudo em miúdos. Bem? Nem por um segundo. Descansar? Jura mesmo que acha que o que preciso é ficar enfurnada neste quarto? Acredita de verdade que todos os sinais de que o pouco de vida em mim tem ficado cada vez mais preto e branco?
Tenho vontade de gritar. De romper com essa falsa paz.
Mas tenho ainda mais vontade de morrer. Todos os dias penso em quatro ou cinco jeitos: tragédia coletiva - passaria desapercebida, seria só um nome numa lista, e rapidamente todos conformados "Deus nunca erra a hora"; tiro - durante um assalto, reagiria, pedindo pelo amor dos bandidos que acabassem logo com esse infortúnio que tem sido viver; atropelamento - desse mal não morro, pelo visto... Com esse tanto de ruas calmas e cheias de faróis para pedestres; pular da ponte - ando tão desanimada que nem chegar na ponte eu ando conseguindo, e sempre que chego, mantenho distância, porque essa é minha maior tentação.
terça-feira, 16 de junho de 2015
15/06/2015
Beijos apaixonados. Canga, parque, show de jazz.
Um amor que ficou, com calma, esperando por sua hora.
O melhor toque, o melhor abraço, um olhar que é tão familiar e que me traz tanta certeza de que me fitará por tantas e tantas vezes.
Mas hoje eu sinto calma. Uma calma que soa até estranha, depois de um namoro tão turbulento. Uma calma que não me deixa acomodada, mas uma calma que me deixa viver.
Porque todo esse sentimento é real, é meu, seu. Somos nós. Algo tão intenso e tão maior do que poderíamos imaginar.
Episódio?
Hoje me sinto tão deprimida. Ficaria aqui no meu quarto pra sempre e não consegui fazer outra coisa que não jogar e ver vídeos. Qualquer sinal de me envolver com a realidade foi rejeitado.
Isso me entristece, porém não sei o que fazer.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Tchauzinho (25/05)
Faz um tempo. Tempão? Tempinho?
Tanto faz.
Mas hoje, uma coisa mudou: os remédios. Pararam de aumentar a dose, e passam a diminuir.
É a última noite que eu tomo 100 mg de Quetiapina.
Pode ser que meus surtos de Bela Adormecida fiquem pra trás. Pode ser que esse seja o começo do resto da minha vida sem remédios, ou pode ser que algum dia, pelo meu bem-estar, eles voltem a fazer parte da minha vida.
Mas hoje essa noticia me deixou contente, me fez sentir mais magrinha, me fez dar entrevista pro Jô (no chuveiro), me fez experimentar um little black dress e imaginar mil coisas.
Pensei também no que o remédio me trouxe: a vida, essa vida. Essa consciência e esse viver. Não sei o que seria de mim se eles não tivessem passado por mim, e até nem sei se eu seria ainda.
Vai, remedinho.
Um beijinho,
Sussu
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
volta.
eu tenho uma infinidade de coisas boas e novos amigos pra descrever.
mas estou me sentindo deprimida. a volta às aulas me deixou pra baixo, mas isso também pode ser o período pré menstrual (essa luz eu tive agora). ou também efeito da ritalina que há tempos eu não tomava pra estudar (essa luz também acendeu agora). seja lá o que for, vai passar.
tenho uma pequena lista de necessidades que mistura coisas fúteis com coisas importantes pra continuidade de tudo e vou registrá-la aqui:
- copinho hipoalergico pra menstruação (absorvente free: eu quero ser)
- bb cream
- pincéis de make (sei lá, sinto que vai ser divertido)
- sentar pra comer com a minha madrinha
- escrever para meu irmão
- pó compacto (minha mãe disse que vai me dar)
- blusinhas da forever 21 (as de 10 reais mesmo)
- malhar e emagrecer (não aguento mais é isso também me deixa pra baixo)
óbvio que a lista é maior, mas fico por aqui. preciso dormir e a tendinite tá atacada. beijos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
pra 2015
meu maior desejo pra 2015 é viajar. viajar um monte, viajar sempre que der. pra perto e longe.
sigo buscando equilíbrio, sigo descobrindo coisas em mim.
voltei a trabalhar. voltei a sair com amigos, a ter compromissos, a me divertir, a passar dias vazios sem tristeza.
- tirar a carteira de motorista
- ir ao Rio: Búzios, #errejota, Arraial do Cabo, Paraty.
- passar pelo menos um fim de semana na Ilhabela
- passar pelo menos um fim de semana em Ubatuba
- passar 7 dias em algum lugar em julho
- ir pra Curitiba
- guardar alguma grana pra fazer au pair em 2016
- trocar de celular
- fazer as matérias necessárias esse ano na faculdade
- planejar o ano novo DE VERDADE, e viajar! Mesmo que seja sozinha! <3
- viajar sozinha: eu amo taaaanto, preciso repetir!
Lista em aberto, pronta pra muitos novos itens!
tchau, Heitor. até breve, muito breve.
Segundo a regra da nossa geração essa despedida seria on line, pra geral ver que sua passagem por sp foi foda. Mas acho que transcendemos nossa geração. E que do caralho essa dupla! Senti falta da existência real do meu irmão, mas senti que somos realidade, ha tempos. Nao so de infância, mas tive certeza que lembrar de vc como um parceiro de brincadeiras nao foi mera lembrança induzida. Talvez tivemos sidos dois bobos enquanto pequenos... E nos divertimos lá no passado também.
Que foda nossas andarilhagens, conversas, idéias.
Volte sempre, me chame sempre.
Sempre bom reconhecer um parceiro de vida!
Um louco com ligação sangüínea.
Bilhete escrito dia 8 de novembro de 2014, para meu primo Heitor, depois da sua estadia em SP.
14 de novembro de 2014
Passei o sábado pensando em como escrever sobre como era bom olhar a depressão do lado de fora.
Passei uma semana incrível acompanhada de uma pessoa que me fez sentir o gostoso de como seria ter um irmão. Andei com meu primo pra cima e pra baixo por SP, e nos divertimos pra caralho. Conversamos sobre dezenas de assuntos, rimos, fizemos silencio, e conversamos sobre outra dezena de assuntos. Vi vários amigos queridos, vi pessoas legais.
Tava tudo ótimo, maravilhoso. Tive convicção de que aquela tristeza que outrora foi tao latente, tava fora de vez da minha rotina.
Chegou o domingo, e eu fui dormir com todos aqueles sentimentos horríveis da crise depressiva. Quietinha no meu quarto todo fechado, ela - a tristeza - veio me visitar. E ela nao vem pra brincar: ela chega com tudo, e vem pra derrubar, como aquelas bebedeiras de quando se tem 15 anos.
Caralho. Mas tava tudo ótimo, nao tava? A minha primeira reação foi chorar. De novo nao, nao agora. Nao esse semestre, nao esse ano. Tô tão cansada... Dormi e prometi pra mim que ia fingir que ela (a depressão) nao tinha dado as caras.
Segunda, sol: fui pra faculdade, fingi o dia todo que prestava atenção. E é claro que meus "dois cérebros" estavam lá: um pra me dizer que eu estava triste, e o outro pra dizer que é claro que eu nao estava. E assim a semana começou, com o meu maior medo: nao conseguir acompanhar a aula.
Assim passei a terca: sem conseguir estudar de manha... Incomodada na aula da tarde. Pensando em mil coisas durante o documentário que a professora passou.
Fui embora.
E diferente de todas as vezes, escolhi nao ficar só: procurei uma amiga e abri a real - tava triste, tava sentindo toda aquela merda de novo. Ouvi coisas lindas, de alguém que sabe do que fala. Senti que a solidão que a depressão me fazia crer que eu sentia nao era real. Senti que talvez tivesse mais forca que ela. Chamei uma outra amiga pra comer alguma coisa. Passei mais algumas horas boas. Falei com minha irmã no telefone, e me lembrei que sou muito amada, e que tem alguém ali por mim, pra me lembrar que eu consigo sim.
Passei um dia inteiro vendo séries, rindo, chorando.
Fui pra terapia e constatei: eu passei por cima do que achei que seria uma crise.
E encontrei outra amiga, ri pra caramba. Me meti num curso de bordado. Tomei um cafe, mais risadas, mais historias.
É, nao posso dizer que essa merda nao vai voltar. Mas acho que tô - finalmente - aprendendo a lidar com ela.
E nao posso deixar de agradecer imensamente as pessoas que cruzaram comigo essa semana e foram incríveis. Cada palavra trocada foi importante!
A quem chegou até aqui e não sabia de nada disso: fica a resposta pros infinitos "você tava tao sumida!". Eu tava mesmo. Ta ai o motivo. Essa doencinha chata que eu jurava que nunca ia me pegar.
Nesse tempo eu entendi uma música do Nando Reis, que não por acaso virou minha preferida, e que vou copiar um pedaço aqui agora, pra encerrar esse texto sem forma, íntimo e talvez desnecessário de ser publicado em algum lugar que não meu blog velho e cheio de poeira:
"Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou"
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