Tenho vontade de gritar. De romper com essa falsa paz.
Mas tenho ainda mais vontade de morrer. Todos os dias penso em quatro ou cinco jeitos: tragédia coletiva - passaria desapercebida, seria só um nome numa lista, e rapidamente todos conformados "Deus nunca erra a hora"; tiro - durante um assalto, reagiria, pedindo pelo amor dos bandidos que acabassem logo com esse infortúnio que tem sido viver; atropelamento - desse mal não morro, pelo visto... Com esse tanto de ruas calmas e cheias de faróis para pedestres; pular da ponte - ando tão desanimada que nem chegar na ponte eu ando conseguindo, e sempre que chego, mantenho distância, porque essa é minha maior tentação.
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