Que amor era aquele? Que se estende a quem for? Que sufoca qualquer um?
Como compreender tanta dedicação vindo de um lugar tão diferente?
Não é hora de santificar ninguém, tivemos muitos momentos chatos.
Mas foi você quem me mostrou o significado do perdão verdadeiro. Do carinho por alguém que nem sempre te fez sentir bem, mas que sempre te quis bem.
Como esquecer a mulher doce e sorridente dos achadinhos das lojas sujinhas da zepa? Como esquecer a sogra que trocou meu nome de propósito? Como lembrar sem chorar da mulher que me disse palavras tão doces em momentos tão difíceis?
Como não pensar que toda aquela vontade de viver e de sentir cada pequeno detalhe não vai conhecer os netos? Não vai estar junto do seu Caco até a velhice, não vai poder mais cozinhar pros filhos. Não vai mais poder visitar a mãe, o pai, a irmã?
Que tristeza eu senti esse fim de semana, Sussuka.
Que vontade de te abraçar, aquele abraço que era pra ser e não foi.
Fique bem, conte comigo.
Eternidade a dentro,
Su.