domingo, 21 de junho de 2015

cachorros na usp tomam veneno de rato?

Eu estou estou pesquisando venenos de ratos. Encontro, então, pelo menos outras dez opções de coisas que podem acabar com uma vida humana. A minha vida humana. 
Pesquiso, também, pessoas famosas que se suicidaram. Quantas. Existem poucas informações sobre como elas conseguirem isso, e isso me incomoda. 
Estou pensando sobre as pessoas ao me redor. Há quantos dias eu não me sinto parte de nada? Há quantos dias eu penso em morte? Pensar no que as pessoas irão pensar me cansa. Eu já me cansei há bastante tempo, e me entedio só com a ideia de quantas delas se sentirão culpadas. Não será por elas. Qual a dificuldade dessas pessoas em ser menos egoístas? Eu cansei, e isso quem resolve sou eu.
Chamei a Biahz. Eu sei que ela já se sentiu assim e sei também que ela já tentou se matar. Biahz me entende. E também me tranquiliza. Ela não me condena e nem me olha torto ou acha que eu faço corpo mole. Ela também não finge que acredita que eu consigo, ela sabe que agora eu não consigo. 

"Dá seu tempo, respira
não tem problema virar cachorro na usp"

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Infortúnios

Tenho me segurado: minha vontade é sair porta a fora trocando tudo em miúdos. Bem? Nem por um segundo. Descansar? Jura mesmo que acha que o que preciso é ficar enfurnada neste quarto? Acredita de verdade que todos os sinais de que o pouco de vida em mim tem ficado cada vez mais preto e branco? 
Tenho vontade de gritar. De romper com essa falsa paz. 

Mas tenho ainda mais vontade de morrer. Todos os dias penso em quatro ou cinco jeitos: tragédia coletiva - passaria desapercebida, seria só um nome numa lista, e rapidamente todos conformados "Deus nunca erra a hora"; tiro - durante um assalto, reagiria, pedindo pelo amor dos bandidos que acabassem logo com esse infortúnio que tem sido viver; atropelamento - desse mal não morro, pelo visto... Com esse tanto de ruas calmas e cheias de faróis para pedestres; pular da ponte - ando tão desanimada que nem chegar na ponte eu ando conseguindo, e sempre que chego, mantenho distância, porque essa é minha maior tentação. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

15/06/2015

Beijos apaixonados. Canga, parque, show de jazz.
Um amor que ficou, com calma, esperando por sua hora. 
O melhor toque, o melhor abraço, um olhar que é tão familiar e que me traz tanta certeza de que me fitará por tantas e tantas vezes. 
Mas hoje eu sinto calma. Uma calma que soa até estranha, depois de um namoro tão turbulento. Uma calma que não me deixa acomodada, mas uma calma que me deixa viver. 
Porque todo esse sentimento é real, é meu, seu. Somos nós. Algo tão intenso e tão maior do que poderíamos imaginar.


Episódio?

Hoje me sinto tão deprimida. Ficaria aqui no meu quarto pra sempre e não consegui fazer outra coisa que não jogar e ver vídeos. Qualquer sinal de me envolver com a realidade foi rejeitado. 
Isso me entristece, porém não sei o que fazer.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

sobre nunca se esquecer: sempre registrar


Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover

Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão